quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

SLR vs Rangfinder (01/04)

Este é um artigo do site Photozone. Acredito que seja de grande valia para quem, resumidamente, quer aprender um pouco sobre o processo de uma câmera SLR ou, ao final, de uma câmera compacta (rangefinder), e qual a diferença entre os dois modelos. Sempre busquei algo parecido com isto. Informação rápida e rasteira no sites/blog nacionais, porém num encontrei. E o artigo abaixo (dividido em quatro partes) dá uma luz nesse quesito, que é informação sem enrolação.

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Com o passar do tempo, câmeras 35mm se transformaram num complexo aparelho optico-eletrônico. Mesmo as acessíveis câmeras "point and shot" (compactas) possuem mecanismos de exposição e foco automáticos, o que claramente nos mostra a tendência ao se fabricar câmera 35mm: o máximo conforto em fotografar. Ainda, câmeras utilizam diferentes princípios técnicos e este artigo tentará ser uma introdução ao assunto de "camerologia" (camerology).


Basicamente há dois tipos de conceitos em câmeras 35mm no mercado:
  1. SLR (Single Lens Reflex Camera) - Este tipo de câmera é dominante entre os profissionais.
  2. RangeFinder* (sigla RF) - Pode ser dividido também em:
    • Câmeras "clássicas" com rangefinder coincidente (Konica RF, Leica M6, Besssa R, e muitas outras câmeras RF feitas pela Canon, Contax, Nikon, Voigtlander há um tempo atrás);
    • Câmeras RF com rangefinder eletrônico;
    • Câmeras P&S (Point and Shot = compactas)
A principal diferença entre estas câmeras é a maneira de como é vista e processada a cena que vai se fotografar.

*Rangefinder são cameras 35mm, ou APS, em que o viewfinder é um tubo óptico com marcações de enquadramento, as leica M são rangefinders. Quando vai fotografar com rangefiders, você tem que usar a marcação do enquadramento referente a lente que está usando, se a lente não tem marcação, ela normalmente vem com um viewfinder próprio que se coloca na sapata de flash, para você ter noção do enquadramento.

SLR - Single Lens Reflex

O principio fundamental de uma câmera SLR é o mecanismo TTL (Through-The-Lens = Através da lente). "TTL" significa que a cena que é vista, focada e capturada diretamente através da lente (como mostrado na Fig. B). A luz que entra através da lente é refletida por um espelho "reflex"(refletor) até o pentaprisma (sólido, ou um espelho - "roof-mirror" - que é menor e mais barato). O prisma, então, redireciona a luz até o viso (viewfinder). Consequentemente, o viso mostra a cena através do "olho" da lente. O quantidade de luz que atravessa a lente está direatamente ligado ao tamanho da abertura da lente (ou diafragma). Quanto mais rápido for a lente, mais clara ela será. A qualidade do pentaprisma também influencia, e tipos sólidos produzem imagens mais claras.




Figura A Figura B

O sensor que mede a luz pode estar posicionado em diferentes locais:
  1. atrás do espelho semi-transparente;
  2. próximo ao pentaprisma;
  3. na base próximo a lente;
  4. e muitos outros locais, dependendo do fabricante;
Geralmente, há pelo menos um fotodíodo de silicone. Nas câmeras modernas isto é feito por uma CPU, que calcula corretamente qual a melhor combinação de velocidade de obturador/diafragma que poderá ser usado, ou apenas indica se há sub/superexposição no modo manual. Assim que se pressiona o botão do disparador as seguintes funções acontecem:
  1. o espelho SLR levanta (e não se verá mais nada pelo visor);
  2. a configuração de abertura é configurada com os valores corretos;
  3. o disparador é acionado e o sensor/filme é exposto à luz que vem através da lente. A maioria das SLR modernas possuem disparador de multi-lâminas verticais que tem duas cortinas. Inicialmente, a primeira cortina cobre todo o filme. Depois que o botão do disparador é solto (e o espelho SLR fica totalmente levantado) a cortina move-se para cima, expondo o filme à luz. A segunda cortina faz o mesmo trajeto da primeira após um espaço de tempo que é dependente da regulagem da velocidade do disparador. O movimento da segunda cortina bloqueia a luz novamente (veja fig. A), completando com processo de exposição do filme;
  4. o espelho SLR volta à posição normal;
  5. a aberta da lente volta para o seu estado de valor máximo (e.g. f/2.8 para 60/2.8);
  6. o filme avança um quadro manualmente ou por um motor;
Isto tudo é um modo parcial de se falar sobre este mesmo processo nas câmeras SLR 35mm*. Câmeras SLR mais antigas não possuiam um espelho de retorno automático (instant-return), comumente utilizado hoje me dia. Ao invés, antes e depois de cada foto o espelho tinha que ser movido manualmente atrávés de uma chave na parte de fora da câmera. Interessante de se notar, câmera SLR de médio formato ainda possuem este mesmo mecanismo por uma boa razão: o espelho é largo e pesado, e pode gerar excessiva vibração no plano do filme, e causando estrago na imagem.

*De maneira geral, o processo digital é parecido com o visto acima.


Fonte: Photozone

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